Marcelo Fischborn

Doutor em Filosofia. Professor no Instituto Federal Farroupilha. Autor de Por que pensar assim? Uma introdução à filosofia

  • O ministro da economia, Abraham Weintraub, anunciou em vídeo no Facebook, a disposição do governo para reduzir o investimento público em cursos superiores de filosofia e sociologia. Como argumento, o ministro afirmou que essas áreas do conhecimento não geram retorno para a sociedade, que as escolas de ensino médio deveriam priorizar o ensino de português, matemática e de profissões, e que o ensino superior deveria priorizar áreas como engenharias e medicina.
  • Em resposta, Sabine Righetti e Nina Ranieri argumentam, na Folha, que a proposta é equivocada e fere a autonomia garantida por lei às universidades públicas. Argumentaram também que áreas das ciências sociais e humanas têm contribuições importantes a oferecer à sociedade brasileira no tocante a problemas sociais graves, como a violência contra as mulheres.
  • A Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia também repudiou a proposta.
  • Ronai Rocha lembrou que não é a primeira vez que as duas disciplinas aparecem na mira de figuras políticas importantes.
  • A título de recordação, novamente na contramão das afirmações do ministro, a NASA (Agência Espacial Norte-Americana) decidiu, no ano passado, financiar um projeto de pesquisa, coordenado por filósofos, destinado a entender e promover a segurança na engenharia espacial.
  • E uma pesquisa realizada na Inglaterra em 2016 sugeriu que crianças que tiveram aulas de filosofia melhoraram seu desempenho em matemática e linguagens.
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