Instituições de ensino, que presam por ensinar para as novas gerações, entre outras coisas, uma seleção dos conhecimentos científicos acumulados pela humanidade, precisarão reparar, nos próximos anos, as perdas de aprendizado ocorridas durante a pandemia. Infelizmente, muitas decisões educacionais são tomadas sem embasamento científico rigoroso e são os estudos rigorosos, especialmente experimentos controlados, que permitiriam selecionar medidas de reparação efetivas. De maneira um pouco exagerada, costumo pensar que, se produzíssemos medicamentos ou vacinas da mesma maneira que produzimos decisões educacionais, estaríamos em maus lençóis; de maneira nem tão exagerada, muitas escolas darão remédios sem eficácia demonstrada para seus alunos nos meses que virão.
Marcelo Fischborn
Doutor em Filosofia. Professor no Instituto Federal Farroupilha. Autor de Por que pensar assim? Uma introdução à filosofia
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