“Bandos LPA [i.e. bandos humanos provavelmente similares aos existiram entre 126 mil e 11 mil anos atrás] não têm indivíduos dominantes de tipo alfa. Naqueles casos em que há um líder reconhecível, seu papel—o líder é quase sempre um homem adulto—é apenas o de facilitar e proteger a coesão social, frequentemente sendo um ‘condutor da redistribuição’ de recursos importantes, incluindo alimentos e liberdade (Graeber 2011). Frequentemente o líder é o membro mais pobre do bando e se espera que seja mais generoso, cooperativo e modesto do que os demais, e que julgue brigas e desacordos de modo que sejam resolvidos rapidamente e de uma maneira percebida como justa e adequada pela grande maioria do grupo. Não apenas potenciais tipos-alfa são excluídos da liderança, mas os membros de bandos LPA rapidamente formam coalizões grandes e potencialmente agressivas contra membros agressivos [bullies] que tentem controlar suas vidas e recursos.”
Esta é uma tradução minha de uma passagem do artigo A carne fez a ética (minha tradução grosseira de “Meat made us moral”) de Matteo Mameli, publicado na revista Biology and Philosophy (pp. 919-920).
Deixe um comentário