Marcelo Fischborn

Doutor em Filosofia. Professor no Instituto Federal Farroupilha. Autor de Por que pensar assim? Uma introdução à filosofia

A capacidade de lembrar é central na vida humana. Mas quando nossa capacidade falha—algo que acontece rotineiramente, mas que também pode acontecer mais intensamente em alguma situação patológica ou no curso natural da vida—o que explica o que permacerá?

“Enquanto as teorias anteriores debatiam se o hipocampo é necessário apenas para memórias recentes ou para memórias episódicas, o modelo novo sugere que o que realmente importa é quão frequentemente revisitamos a memória. Quando uma memória é recordada com frequência, ela acabará mais rapidamente sendo armazenada no córtex, tornando-se menos episódica e mais independente do hipocampo. Mas uma memória que raramente é revisitada permanecerá dependente do hipocampo. As memórias mais antigas podem ser relembradas com maior frequência, mas a relação não é perfeita. Isso explicaria por que alguns danos afetam memórias de quarenta anos atrás, enquanto outros estendem-se a memórias de apenas dez anos.” (Emilie Reas, Important New Theory Explains Where Old Memories Go)

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