“O mesmo trabalho pode ter origem no medo e na compulsão, no desejo ambicioso de autoridade e distinção ou no interesse amoroso pelo assunto e desejo de alcançar a verdade e o entendimento, e assim naquela curiosidade divina que toda criança saudável possui, mas que tão frequentemente é enfraquecida cedo.”
“O motivo mais importante para o trabalho na escola e na vida é o prazer pelo trabalho, prazer por seu resultado e o conhecimento do valor do resultado para a comunidade. No despertar e reforçar essas forças psicológicas nos jovens, vejo a tarefa mais importante realizada pela escola.” (62)
“O objetivo é desenvolver a inclinação infantil à brincadeira [play] e o desejo infantil por reconhecimento e guiar a criança em direção a áreas importantes para a sociedade […]. Se a escola é bem sucedida ao trabalhar a partir desses pontos de vista, será altamente respeitada pela geração que surge e as tarefas dadas pela escola serão recebidas como um presente.” (63)
“certas condições necessárias podem ser atendidas. Primeiro, os professores devem crescer em escolas assim. Segundo, o professor deve ter vasta liberdade na seleção do material a ser ensinado e os métodos de ensino adotados. Pois é verdade também dele que o prazer na definição de seu trabalho é eliminado por força e pressão exterior.” (63)
“Deve a liguagem predominar ou a educação técnica em ciências? A isso respondo: na minha opinião tudo isso é de importância segundária. Se um jovem treinou seus músculos e resistência física com ginástica e caminhada, mais tarde estará preparado para qualquer trabalho físico. Isso é também análogo ao treinamento da mente e o exercício da habilidade mental e manual. Por isso não estava errado o sábio que disse que a ‘Educação é aquilo que permanece se alguém esquece tudo o que aprendeu na escola’.” (63)
“Por outro lado, quero opor-me à ideia de que a escola tem que ensinar diretamente aquele conhecimento especial e aquelas realizações que se precisa usar depois diretamente na vida. […] Também me parece objetável tratar o indivíduo como uma ferramenta morta. A escola deve sempre ter como seu objetivo que os jovens a deixem como uma personalidade harmoniosa, não como especialistas. […] O desenvolvimento de habilidades gerais para o pensamento e juízo independente devem sempre ser colocados em primeiro lugar, não a aquizição de conhecimento especializado.” (64).
As palavras acima são de Albert Einstein, no texto “On education”, traduzidas a partir do livro Ideas and opinions.
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