Marcelo Fischborn

Doutor em Filosofia. Professor no Instituto Federal Farroupilha. Autor de Por que pensar assim? Uma introdução à filosofia

Categoria: Citações

  • O texto seguinte é uma citação de Fearn, N. Filosofia: novas respostas para antigas questões, trad. Maria Borges. Zahar: Rio de Janeiro, 2006, p. 189-90 (A citação de R. M. Hare é do texto “Nothing Matters”, em Applications of Moral Philosophy, Londres: Macmillan, 1972). – – – – – – – O filósofo de Oxford…

  • “A autoridade especial que pertence ao conhecimento da primeira pessoa pareceu para muitos filósofos torná-lo adequado de um modo único para a tarefa de fornecer uma fundação para o restante do conhecimento, em particular, certamente, para o nosso conhecimento do ‘mundo externo’ e das mentes dos outros. Tal conhecimento necessita uma fundação, pensa-se, precisamente porque…

  • O tema da felicidade esteve ausente deste blog até agora. Este breve post, longe de tentar sanar esta carência, é apenas esboço de primeiro passo num tema, em geral, considerado tão caro a nós. Tentarei sugerir que a felicidade é algo dependente da capacidade humana de significar (as coisas, seus atos e a si mesmo)…

  • Intencionalidade não é a mesma coisa que consciência. Muitos estados conscientes não são Intencionais – por exemplo, um sentimento súbito de exaltação – e muitos estados Intencionais não são conscientes – por exemplo, tenho muitas crenças sobre as quais não estou pensando no momento e nas quais posso nunca ter pensado. Acredito, por exemplo, que…

  • As passagens abaixo são do artigo “Thought and Talk” (Pensamento e Fala), de Donald Davidson (em Inquiries into Truth and Interpretation). O assunto abordado é a possibilidade ou não de a maior parte de nosso conjunto de crenças ser falsa. O ponto de Davidson parece ser que mesmo a possibilidade de certos desacordos requer um…

  • Voltemo-nos agora para a questão de por que não é possível haver leis psicofísicas, de por que “eventos mentais, tais como percepções, recordações, decisões e ações não se deixam capturar pela rede nomológica da teoria física” (Davidson no artigo “Mental Events”). As razões pelas quais leis psicofísicas são vistas como desejáveis, e, portanto, o porquê…

  • Há um problema filosófico muito discutido que diz respeito à compatibilidade, ou não, da verdade da tese do determinismo e a legitimidade de noções morais, tais como responsabilidade, culpa, etc. O conflito poderia ser enunciado da seguinte maneira: se todas as nossas ações estão determinadas, então não pode haver culpa nem mérito moral. Como eu…

  • “[…] as cores, o paladar, etc., são justificadamente considerados, não como qualidades das coisas, mas apenas como modificações do nosso sujeito e que podem até ser diferentes, consoante a diversidade dos indivíduos.” (Kant, Crítica da Razão Pura, B42, ed. Fundação Calouste)

  • “Há muitas pessoas, incluindo filósofos, psicólogos e particularmente aqueles que admiram a inteligência surpreendente de animais sem linguagem (speechless), que identificam a habilidade de discriminar itens que têm certa propriedade com ter um conceito – com ter o conceito de ser um tal item. Mas eu não usarei a palavra ‘conceito’ desse modo. Minha razão…

  • Há algum tempo atrás, enquanto eu estava estudando uma discussão sobre asserção, acabei lendo o livro Speech Acts, de John Searle. Antes de mais nada fiquei encantado com o estilo de escrever deste importante filósofo, principalmente quanto à clareza. Por ter-me detido mais à questão da asserção, “tive a sorte” de encontrar um pequeno engano…