Estou organizando um conjunto de atividades extracurriculares. Uma delas é voltada à leitura de fragmentos de textos clássicos da filosofia. Postarei a sequência de atividades aqui, como forma de registro e disponibilização dos materiais a serem trabalhados.
Informações básicas:
- Homero (VIII a.C.; Ilíada e Odisséia)
- Hesíodo (entre 750 e 650 a.C.; Grécia antiga; atual Turquia; Os trabalhos e os dias; Teogonia).
- Tales
- Heráclito
- Sócrates (c. 470 a.C. – Atenas, 399 a.C.)
O tema recorrente da passagem do mito à filosofia:
“QUE TERÁ LEVADO o homem, a partir de determinado momento de sua história, a fazer ciência teórica e filosofia? Por que surge no Ocidente, mais precisamente na Grécia do século VI a.C., uma nova mentalidade, que passa a substituir as antigas construções mitológicas pela aventura intelectual, expressa através de investigações científicas e especulações filosóficas?” (Deste volume da coleção Os pensadores, p. 5)
Onde situar Hesíodo?
“A questão de saber se Hesíodo pode ou não ser considerado pertencente à história da filosofia subjaz nossa compreensão da filosofia em seu surgimento. Por um lado, existem linhas significativas de continuidade, tanto formal quanto temática, entre a poesia de Hesíodo e os primórdios da filosofia grega; por outro, os primeiros desenvolvimentos do discurso filosófico podem ser descrito com justiça como uma ruptura com a tradição mitopoética. Uma das principais dificuldades que enfrentamos ao estabelecer algum critério para a demarcação entre os poemas de Hesíodo e a filosofia é a falta de um paradigma inequívoco do discurso filosófico grego antigo. Na verdade, no seu surgimento, a filosofia é mais bem caracterizada por sua diversidade morfológicas e metodológicas.” (traduzido de Leopoldo Iribarren and Hugo Koning, aqui).
Leitura:
“É que os deuses mantêm escondido dos humanos o sustento.
Pois senão trabalharias fácil, e só um dia,
e, mesmo ocioso, terias o bastante para o ano.”
Hesíodo, “Prometeu e Pandora”. (Disponível aqui, p. 65).
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